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... apenas abro as janelas do tempo e deixo o verbo falar...
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letras e litros de confusão
(escrita originariamente no Substack) Logo que me inscrevi no Substack, não tem um mês, percebi o tamanho da confusão. Dei-me conta de que estava na bolha errada, a minha mesma: eu, minhas crônicas, poucas dezenas de leitores amigos que as recebem por whatsapp aos sábados e rezam aos domingos para que eu não lhes telefone. Típico blog de tiozão chamado Antes Que Eu Me Esqueça criado lá em 2018, quando já existia esta plataforma. Transferi todas pra cá e desde então venho tr
há 3 dias3 min de leitura


confissões do Vale dos Venâncios
Foto: Daniela Monteiro Dedico-lhe André Venâncio esta crônica de fé. É domingo de missa. Devo-lhe dizer, antes, que acabo de tomar uma dose de Amélia; uma pequena. Não me pareceu adequado escrever sem antes brindar aos encontros que se sucederam simples; sementes lançadas despretensiosas da primeira vez que te vi passando pela porteira da Roça do Isaías Venâncio para alimentar os cavalos e as galinhas, onde nos refugiamos da cidade grande durante a pandemia. Muito tempo
5 de set.3 min de leitura


Negroni com os amigos
Ponte Carlos, Praga — a cidade de Kafka. Foto: @svetjekolem / Pexels Negroni com os amigos, enfim. Falamos da vida, dos pais, das histórias da juventude, da família, da história de nossas famílias, dos filhos, dos avós, das mulheres - as nossas - de como nós as amamos e são muito importantes em nossas vidas, sobretudo pela compreensão em nos deixar tranquilos jogando conversa fora. De nossos anseios, dos vivos, dos mortos, de nós mesmos, de terceiros, dos drinks, do
29 de ago.2 min de leitura


o terceiro lugar
Vivemos o paradoxo que merecemos. Tenho a impressão de que os eventos sociais de networking cresceram com a disseminação das redes sociais (internet), em que a facilidade de se apresentar e conhecer gente nova parece ter aumentado a necessidade de convívio pessoal. Dou um exemplo da minha área. Antes, nós advogados íamos ao Fórum para consultar o processo de papel, participar das audiências, despachar com o juiz e carimbar as petições no "Protocolo Geral". De quebra, pas
22 de ago.3 min de leitura


Gabi & Rapha
Se não é um livro, é uma música. Fica complicado viver assim; ordenadamente. Estou desconfiado de que seja a segunda-feira mesmo. Passei as últimas quatro crônicas em busca do sentido da vida pela cabeça de Albert Camus, a partir de O estrangeiro. Despedi-me do tema no sábado, e já foi tarde. Tarde demais. Com a semana toda programada para cumprir normalmente a sua agenda, eis que me deparo com vocês cantando Sensível Demais, de Jorge Vercillo. Gabi & Rapha, você
15 de ago.3 min de leitura


o fim do sentido, enfim
Ticiano (Tiziano Vecellio), Sísifo (1548–1549). Museu do Prado, Madri. "Brazilian drivers are either joyous madmen or icy sadists. The confusion and anarchy of this traffic are regulated by one law: get there first, no matter what the cost". Albert Camus, 15 de julho de 1949, em visita ao Rio de Janeiro, trecho de seu diário de viagem. Já deu. Vamos acabar logo com essa pequena digressão sobre o sentido da vida pela cabeça de Albert Camus; tudo começou pela leitura de
8 de ago.2 min de leitura


o sentido da vida; o silêncio à beira-mar
"Santos - Brazil", de Diego Torres Silvestre (Flickr), sob licença CC BY 2.0 Conforme prometido na crônica anterior, sem rodeios: — Boa tarde! Silêncio. Se ele ouviu, não me respondeu. — É bom demais olhar o mar, né... Silêncio. Se ele me ouviu, manteve-se silente deliberadamente. — O Sr. mora aqui em Santos? Silêncio. Se ele me ouviu, definitivamente desejara naquele momento que fosse surdo. Nenhum meneio de cabeça, sequer um piscar de olhos. Retira, ca
1 de ago.3 min de leitura


o sentido da vida; Simba está de boa
Deu-se tudo num intervalo de sete dias, de Camus a Nelson Rodrigues. De segunda a domingo da semana passada vi-me estrangeiro em meu cotidiano que se orgulhava previsível. Não havia até então um livro em meu caminho; já numa segunda-feira. Passaram-se, na verdade, décadas de pensamentos. Ora sobre cavalinhos de carrossel, ora em loopings em carrinhos nas montanhas russas, da melodia infantil aos gritos eufóricos. Em voltas. Como o creme girando sobre a casquinha do sor
25 de jul.3 min de leitura


o sentido da vida
Qual o sentido da vida? Vocês não fazem ideia das quantas voltas dei esta semana para começar a crônica com esta pergunta e colocar esta foto do Nelson Rodrigues para a grande abertura. Como se não houvesse mais nada para fazer. Como se estivesse num retiro espiritual no Tibete com os monges budistas; tempo sobrando para só meditar e ouvir tambores espirituais evocarem o nada absoluto. O nada absurdo. Certeza que foram os incensos que trouxe de Ubatuba. Idas e vindas
18 de jul.3 min de leitura


vinde espírito santo
Domingo nublado em Ubatuba. Gosto da praia em julho, sem muvuca e aquele calor infernal do verão. Ontem provei um polvo delicioso caçado pelo Mauro na apneia. Conheci-o no jantar no apartamento do Marcelo numa noite extremamente agradável. A maioria foi de molho com camarão e polvo com tagliatelle. Decidimos mais em cima da hora e, como alérgicos a camarão, tumultuamos o jantar de modo que Mauro fez um polvo de improviso; alho e azeite. Não é fácil acertar o polvo, se bobe
12 de jul.2 min de leitura


engraulis ringens
A crônica anterior, Massao foi testemunha, foi um sucesso. A turma gosta mesmo é de novidade. Nada de IA nas minhas crônicas. Interessante mesmo foi descobrir que meu amigo Diego Senra também é tarado por anchova. Ele é chamado no grupo de amigos de Diego Google, pela variedade de assuntos que aborda com propriedade. Ele que me chamou atenção para o sabor umami do aliche. Tudo agora faz sentido, a minha obsessão por anchova enfim com uma nota técnica. Hoje ele faz um trab
3 de jul.3 min de leitura


o Massao foi testemunha
Não gostaram da última crônica que a IA colaborou. Bom, eu também não. Voltemos ao sistema tradicional. Como não há assunto para escrever, vou para o mercadão de Piracicaba comprar manjericão e grãos de mostarda para aquela caseira. O manjericão vai para o pesto. Quem sabe algo acontece que mereça uma crônica. Se entendesse de futebol poderia falar da Copa, mas meu conhecimento é tão pouco que eu não arriscaria nada nessa linha. Leiam Nelson Rodrigues. Se bem que até agor
27 de jun.3 min de leitura


quarenta, sessenta
"Vivaldi não compôs seiscentos concertos; compôs seiscentas vezes o mesmo concerto." Luigi Dallapiccola, compositor italiano. Dediquei praticamente a semana inteira a aperfeiçoar e incorporar a inteligência artificial no escritório; o início do processo. Até para lidar com ela é preciso paciência. Precisamos treiná-la como faríamos com qualquer humano. Instalei o Claude em algumas planilhas e agora tenho um assistente especialista que, não faz muito tempo, eu teria de cont
14 de jun.2 min de leitura


paguei mas também comi
Lucinda "Você acha que está na serra (em um lugar isolado)? Você vai conseguir muito pouco, porque a gente desta terra sabe mais que o Diabo. Eu temo, minha irmã, se nos pegarem nesse negócio, que nós paguemos bem o pato e ainda muito além da conta (do valor devido)." (O Auto da Festa, Gil Vicente, 1535). Paguei o pato mas também comi. Era um dia normal; um sábado qualquer em que a programação incluiria comprar lombo suíno na Swift. Cozido e fatiado. O mo
7 de jun.3 min de leitura


E se...? Depende.
Meu cliente, operadora de turismo especializada na Itália, viagens feitas na exata medida de seus sonhos, envia-me, vez ou outra, questionamentos de clientes, geralmente advogados insuportavelmente irritantes para alterar aqui e ali. Na hipótese de...Todo grupo tem um advogado. Sempre há um entre nós pronto a visualizar o caos. Como mosca, estamos em todos os churrascos. Nossa missão hercúlea e divina é antecipar riscos. Na hipótese de...E se...Melhor deixar expresso
29 de mai.3 min de leitura
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