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... apenas abro as janelas do tempo e deixo o verbo falar...
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o sentido da vida; Simba está de boa
Deu-se tudo num intervalo de sete dias, de Camus a Nelson Rodrigues. De segunda a domingo da semana passada vi-me estrangeiro em meu cotidiano que se orgulhava previsível. Não havia até então um livro em meu caminho; já numa segunda-feira. Passaram-se, na verdade, décadas de pensamentos. Ora sobre cavalinhos de carrossel, ora em loopings em carrinhos nas montanhas russas, da melodia infantil aos gritos eufóricos. Em voltas. Como o creme girando sobre a casquinha do sor
25 de jul.3 min de leitura


o sentido da vida
Qual o sentido da vida? Vocês não fazem ideia das quantas voltas dei esta semana para começar a crônica com esta pergunta e colocar esta foto do Nelson Rodrigues para a grande abertura. Como se não houvesse mais nada para fazer. Como se estivesse num retiro espiritual no Tibete com os monges budistas; tempo sobrando para só meditar e ouvir tambores espirituais evocarem o nada absoluto. O nada absurdo. Certeza que foram os incensos que trouxe de Ubatuba. Idas e vindas
18 de jul.3 min de leitura


o Massao foi testemunha
Não gostaram da última crônica que a IA colaborou. Bom, eu também não. Voltemos ao sistema tradicional. Como não há assunto para escrever, vou para o mercadão de Piracicaba comprar manjericão e grãos de mostarda para aquela caseira. O manjericão vai para o pesto. Quem sabe algo acontece que mereça uma crônica. Se entendesse de futebol poderia falar da Copa, mas meu conhecimento é tão pouco que eu não arriscaria nada nessa linha. Leiam Nelson Rodrigues. Se bem que até agor
27 de jun.3 min de leitura


pastel e costelinhas; entre irmãos.
Pra que servem os irmãos que nossos pais nos deram? Acordei com essa reflexão depois que nós três, os irmãos, nos encontramos ontem no Bar do Edu em São Paulo. Só nós. Colocar o papo em dia e conversar sobre o que é aleatório, o que é indispensável e o que de hilário nos vem à lembrança sobre nossos pais, de nossas vidas. Tudo na mesma família. O mesmo caldeirão que cozinha personalidades únicas. Mérito do Luiz, o mais velho. Insistiu até o ponto de fusão. A vida é es
17 de mai.2 min de leitura


o mistério da economia
A crônica de hoje é um exercício de economia. Explicar-se demais. Falar demais. Dizer sem acreditar que as palavras lançadas não retornam jamais; a água da chuva depois que cai no rio é água do rio, não de chuva. Discurso fazemos no palco; não na mesa. Aprender a calar a boca é a verdadeira arte da sabedoria. Muitos idiotas se afundam porque acreditam que tudo precisa ser dito a todo tempo. Que nossas ideias precisem ser invariavelmente expostas na crença inabalável de q
29 de mar.2 min de leitura


Ribbentrop-Molotov
Aposto na Mega-Sena; não na gratidão. A ingratidão é a regra. Se e quando um dia lhe agradecerem, considere um bônus. Fazer ou deixar de fazer algo pela graça verdadeira do reconhecimento, obrigado sou muito grato, obrigada sou muito grata, é semear a frustração que virá pelo silêncio dos próximos dias, da próxima década. Isso quando não acharem que você não fez nada além do que deveria; portanto, não há nada a ser dito. Nada a agradecer. Nada a reconhecer. Talvez
15 de mar.2 min de leitura


senza grattugia
Chega de crônica sobre estátuas, pinturas e castelos. Nada de cenário-instagram onde tudo parece fantástico. Negócio é falar de imprevisto. De aporrinhações. Vamos ajustar o fantástico para o real. A minha filha mais nova levou quase uma semana para se adaptar com o fuso e com a gastronomia. Nunca fui tanto à Farmácia aqui na Itália; saber o que se pode comprar sem receita e descobrir quais são os similares tornou-se o meu café. Lógico que com o auxílio médico do A
17 de jan.3 min de leitura


dividendos de experiências
Seu apelido é Pirata. Seu nome é Denis. Conheci-o por acaso no Bar do Wirso há algum tempo. Casado com a Carol, com quem estudei em Andradina no ginásio, foram morar em Limeira. Depois disso encontramos os dois, mais o pequeno Enzo, nome do meu avô, por acaso - aleatoriamente mesmo - mais algumas vezes; uma dezena talvez. Quase o atropelei no estacionamento do Shopping Iguatemi de Campinas quando ele passava por detrás do carro. Cuidado! Disse a Dani. Era ele! O absoluto impr
27 de dez. de 20253 min de leitura


a tua caminhada é a minha
"Ele livrará você do laço do caçador, e da peste destruidora. Ele o cobrirá com suas penas, e debaixo de suas asas você se refugiará. O braço dele é escudo e armadura. Você não temerá o terror da noite, nem a flecha que voa de dia, nem a epidemia que caminha nas trevas, nem a peste que devasta ao meio-dia. Caiam mil ao seu lado e dez mil à sua direita, a você nada atingirá.", Salmo 91, O justo confia em Deus. Era onde estava a bíblia quando chegamos na Capela do Senhor do B
13 de dez. de 20253 min de leitura


nós que aqui estamos, por vós esperamos
A ignorância que nos assusta é a mesma que nos assombra. Na crônica anterior, em que falo de uma cena de The Learning Tree, confesso como fiquei assustado por não ter conhecido Gordon Parks antes. Envie-a para uma amiga que me indicou o podcast sobre cinema chamado La 7ima. Fui no primeiro episódio para ouvir sobre cinema japonês e brasileiro, na série por eles chamada de fora do perímetro. Pronto, já não me bastava a sensação de susto ao me deparar com o grandioso desc
29 de nov. de 20253 min de leitura
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