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... apenas abro as janelas do tempo e deixo o verbo falar...
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alho, muito alho
Escrevo de Helsinki. Ao menos é o que o céu cinza e obscuro de agora me permite viajar para lá daqui mesmo de São Paulo. Sim, basta que eu não compare as construções e os índices de criminalidade. Demos uma pausa, Olívia e eu, na série deadwind , que se passa na Finlândia. De lá, por ora, conheço só a vodca mesmo. As séries nórdicas me agradam; no mais das vezes assassinatos misteriosos que, nos parece, ocupam toda a força policial e há sempre um detetive que não dorme enq
24 de out. de 20212 min de leitura


a vida dura em Venâncios
Voltamos para a terra dos Venâncios, Gonçalves; no rancho de sempre chamado vida dura. Pouco antes de Paraisópolis, numa lombada, vi lindos cachos de uva que desconfiava não fossem da região. Parei. Papo vai, papo vem, vinte reais o quilo; são de Petrolina. Um grupo de dez paranaenses compra um caminhão numa carga que dura quatro dias e distribuem pela região. Quatro reais e cinquenta o quilo com o frete já incluído. Somos um Brasil de oportunidades mesmo. Sim, é lucrativ
11 de out. de 20212 min de leitura


a higher call
Depois de Unbroken , de Laura Hillenbrand, leio meu segundo livro de histórias sobre a segunda guerra mundial, A Higher Call , de Adam Makos, que conta o embate aéreo entre dois pilotos, Charlie Brown e Franza Stigle, americano e alemão respectivamente, no final de 1943. É infinita a quantidade de livros sobre a segunda guerra. De filmes e séries também. O último que assisti na Netflix foi The defeated. Enquanto escrevia Hannah, meu primeiro livro, que narra o drama e a vi
25 de set. de 20213 min de leitura


Casei...
com um comunista é menos empolgante do que Pastoral Americana, ambos do Philip Roth, vai esquentar lá pela página 284 quando o jovem Nathan está sendo recrutado por O´Day. Após uma incursão psicológica pelos dormitórios dos comunistas, vai distribuir panfletos aos operários durante as trocas de turnos nas fábricas; chega a dizer ao seu pai: Sou comunista! Convicção que não dura cinco páginas. É genial como o livro narra o ideal comunista no pós-guerra e a perseguição (as li
18 de set. de 20213 min de leitura


paraíso perdido
Este é o nome da terceira parte de pastoral americana de Philip Roth, o primeiro de uma trilogia informalmente criada pelos críticos onde o autor questiona o American Dream e o American Way Of Life, a partir da década de 50 com a guerra fria. Casei-me com um comunista e a Marca humana a completam. Não terei tempo de terminar o livro antes da crônica desta semana. O Sueco, personagem (o sonho americano), acaba de conversar com Jerry por telefone, seu irmão, depois de encon
11 de set. de 20213 min de leitura


à beira da estrada
Estou há alguns minutos aqui vendo o cursor piscar. Durante a semana geralmente algo acontece que me vem o estalo criativo e que prescinde de maiores divagações para começar a escrever; basta o estalo. Prescinde exatamente não é a expressão adequada para crônicas. Certo seria usar dispensa. O desta semana, porém, envolve um descontentamento da minha filha mais velha a caminho da adolescência que, crescendo, percebe que uma de suas características pessoais poderia ser difere
28 de ago. de 20213 min de leitura


Max e Moritz
Repentinamente parei de escrever as crônicas, como vocês sequer perceberam. Vejam o paradoxo: eu mesmo cansei delas. Chegou uma sexta e pensei: não escrevi a de amanhã. Na seguinte: não escrevi a de amanhã. Dessa constatação para um foda-se foi um só átimo. E aí meu amigo, depois que abre a porteira passa mesmo a boiada. Sem motivo aparente, simplesmente fiquei sem vontade. A preguiça venceu a disciplina? Pode ser. Temos que respeitar nossas limitações? Pode ser também. Mas
20 de ago. de 20212 min de leitura


publica logo!
Minha vontade é pagar à vista. Na dúvida, perguntei para a minha filha. Ela achou melhor pagar parceladamente. Em vez de escrever um textão de duas mil palavras, equivalentes a quatro crônicas, ideal seria pagá-las semanalmente. Logo me ocorreu então de fazê-la às quartas e sábados até que a conta seja paga. Sem pensar muito já comecei a escrever esta daqui, tipo para aquecer. Crônica é que nem sexo; tem que praticar não adianta. Tudo porque gosto da ideia de que “tanta
21 de abr. de 20212 min de leitura


Vacas, galinhas e pinhões...
Voltei para a roça em Gonçalves. As crianças fizeram aula online e eu trabalhei normalmente. Onde estamos não tem sinal de celular, mas com internet rural não há isolamento absoluto. Estar na roça e conectado nos permite uma rotina diferente. De manhã é possível andar pelas estradas de terra, pegar pinhão e ovo fresco do galinheiro. Eu sou um homem da cidade cuja cabeça não sai do campo. Confinamento é chato; piora se o espaço de circulação é pequeno. Piora ainda mais se
9 de abr. de 20212 min de leitura


Mangue Seco
O lugar é lindo. As dunas de hoje não são as de ontem. Foram obrigados a estancar o movimento delas com uma planta rasteira antes que invadisse o povoado. As dunas de Tiêta não são as que eu vi.
20 de fev. de 20213 min de leitura


Aracajue-se
Descemos do avião mergulhando na brisa constante; no calor quase abafado. A quarta-feira Aracajuense lembra um Domingo qualquer em São Paulo, é um vaivém tranquilo. Não demorou muito para chegamos aos Mercados Municipais, almoço na Dona Rita; ambulantes se revezam incessantemente para nos vender as suas traquitanas. O primeiro chegou a se sentar. O segundo, meio hippie meio artista, recitou O amor bate na aorta de Drummond; em seguida narra a sua jornada para voltar a Maceió
13 de fev. de 20212 min de leitura


a azeitona após a morte
Acreditar em vida após a morte, em suas diversas concepções religiosas, desde o retorno em forma de barata para os espíritos ruins de acordo com o Budismo ou uma passagem no purgatório para a religião Católica, afeta diretamente o nosso comportamento em nossa existência terrena, de acordo com as crenças individuais que todos nós temos o direito de tê-las.
6 de fev. de 20213 min de leitura


nada
Uma crônica que se faz para cumprir a programação começa sem assunto e sem graça. Passo a semana em revista à cata de algo digno de nota. Nada. Algo pitoresco que pudesse ser uma experiência comum divertida. Nada. Na paisagem que se apresenta à minha frente nada de diferente. A montanha segue verde e está no mesmíssimo lugar. O sol está aqui. Pessoas e formigas circulam como fazem todo Sábado. As moscas voam e continuam me irritando. Aí esse lance da mosca não tem um
30 de jan. de 20212 min de leitura


Summer
Com as meninas para as mini férias pandêmicas veio a Summer. Uma Golden de sete meses que não compra briga com outros cachorros. Ela é aquela pessoa simpática que chega para uma boa conversa, faz piadas e não cai em provocações. Quando criava Fila Brasileiro sempre me frustrou não poder passear com eles. As poucas vezes que tentei foram um desastre só. Custam a obedecer, são fortes e encrenqueiros. São guardas. Não é uma raça para ficar passeando no bairro. Com a Summe
23 de jan. de 20213 min de leitura


Bruno e Rafael, ali na 11.
Morde-se delicadamente a parte de cima. O suficiente para se tirar a tampinha, praticamente aquela mordiscada em mamilos tesos. A casquinha fina e crocante se rompe. Coloque-o sobre o prato e penetre no buraco um generoso fio de azeite. Umas gotas da pimenta da casa. Na próxima mordida a couve e o bacon triturado vão aparecer e se misturar deliciosamente com a massa da feijoada. Os outros bolinhos que acompanham a porção são de frango com massa de mandioca e de costela com
16 de jan. de 20213 min de leitura
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