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... apenas abro as janelas do tempo e deixo o verbo falar...
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Pato, catapulta, catacumba.
É uma cochilada e catapumba! Foi essa expressão mesmo – equivocada e que no máximo dá a ideia de um tombo – que me veio há pouco quando estava pensando sobre a pequena vacilada que dei para que a crônica de sábado último não fosse escrita. De Sábado ficou para Domingo que ficou para hoje – quarta-feira, dia 28 de outubro de 2020. A expressão mais apropriada para o meu pensamento: uma cochilada e catacumba! Ou seja, dependesse eu da crônica para viver mortinho estaria; catap
28 de out. de 20203 min de leitura


mudam-se os tempos; os ventos...
Houve um tempo em que os pais restringiam o tempo de seus filhos na rua, só na TV aberta, videogames, ou ainda mesmo o tempo em que a família os enviava para os internatos. Houve um tempo que os pais trabalhavam longe de seus filhos. Para trabalhar o sustento, para viver a necessária aventura da sobrevivência. As cartas demoravam a chegar. Nada era imediato. Hoje a treta é para mostrar para as minhas filhas que há vida além do celular. Maldição! Vejo-me constantemente re
17 de out. de 20203 min de leitura


O trem, Aldorigo e Carrara, o mármore.
Aqui estamos, aqui estou, no final do sábado. Perdi a hora hoje, praticamente atrasado em todos os compromissos outrora assumidos. Joguei a crônica para o domingo. Não é bom se atrasar. Não é elegante se atrasar. Ingleses não se atrasam; brasileiros sim. Às vezes o atraso salva vidas, como o avião que caiu, o assalto oportunista ou a explosão que se postergou. Outras, o atraso mata vidas. O avião que caiu, o assalto oportunista ou a explosão que se postergou. Atrasado,
10 de out. de 20202 min de leitura


heranças...
Vamos abrir rapidamente o baú de guardados de família. Uma gaveta na verdade. Logo acho uma poesia chamada “heranças” escrita por papai. Sem data. Ao lado, à mão: “Para você Luiz Alberto. Com todo o amor que eu te quero dar, dou e não dou porque sou fraco e faço de meus afetos meus piores...Seu pai. Acredita sempre! Acredita!”. Heranças: “Eu não sei em que tempo me acho, em que mundo me faço, e que horas eu passo e me vou, como alguém que parte e deixa: Um amor sendo am
2 de out. de 20203 min de leitura


Crônica é meio que assim...como pisar no tomate.
Primeiro uma, depois a outra. No prazo de três semanas minhas duas filhas aprendiam o gênero crônica na escola. – Ah meu pai tem um blog de crônicas. Primeiro falei com a professora da Vivi, batemos um papo rápido, ficou a ideia de escrever uma crônica mais para os alunos. Depois veio a Oli. Sua professora ficou de ver o blog e, talvez, depois, eu fale com a turma. Está meio que no ar ainda. Nem preciso dizer que topei tudo na hora. Logo avisei as duas que não são toda
12 de set. de 20204 min de leitura


filhas: minha crônica testamento...
Fogo. Quero ser cremado e virar pó. Não deixem os vermes me comerem debaixo da terra. Por favor. Confesso que ainda não vi os detalhes, mas eu deixarei algum esquema prático para que seja mais fácil. As cinzas, né?
5 de set. de 20204 min de leitura


é tarde demais...
Nossos automáticos são as nossas criações pródigas. Elas vão gastando os nossos sentimentos, as nossas experiências e os nossos amores como se não houvesse amanhã. Até que seja tarde demais. Por vezes, dão as mãos aos nossos preconceitos, estreitam-se às crenças intransitivas e programam o maravilhoso mundo da continuidade de nossos crepúsculos. De um dia que não se vê passar. Do sol nascente à lua brilhante nós vamos nos balizando pelas nossas vinte e quatro horas, dias
29 de ago. de 20204 min de leitura


o mundo não para de interferir
"Enquanto o conhecimento temeroso se detém em reflexões, a ignorância audaciosa já liquidou o assunto" Samuel Daniel. "Bem, para ser franco, Charlie, estou temporariamente fora de forma. Tenho que voltar à condição em que poderei de novo escrever poesia. Mas onde está o meu equilíbrio? Existem ansiedades demais. Elas me deixam completamente seco. O mundo não para de interferir. Tenho que recuperar o encantamento. Tenho a impressão de que estou morando num subúrbio da realid
22 de ago. de 20204 min de leitura


300
Percebi que os leitores raramente saem do insta para ler as crônicas postadas no blog. Visitam o perfil mas raramente chegam a acessá-las. Logo entendi que uma boa solução seria o arrasta pra cima. Que pueril. Que idiota. Como se arrastar pra cima fosse para qualquer um. Somente a conta com mais de dez mil seguidores tem essa prerrogativa. Quer dizer que os 300 que me seguem hoje não merecem ter o benefício do arrasta pra cima? Não. Não pela lógica atual. Nós nos perdem
15 de ago. de 20203 min de leitura


mais creminho por favor.
Estávamos num daqueles diálogos bumerangues em que dois ou mais assuntos não terminados eram conversados quase que simultaneamente... - Mas afinal qual é a sua meta? - Consumir mais creminho! - Como assim? Creminho de....? - Consumir não é bem a palavra, não é consumir de adquirir, consumir mais no sentido de receber, no sentido de chegar algo que você está esperando... - Mas você diz creminho de....? - É, creminho...Mas tomar não é a expressão que melhor o define porque não
8 de ago. de 20203 min de leitura


a Betina de roxo
Imagino o longo processo e a coragem para se desvencilhar das xps e, aos poucos, de call em call, se jogar no mundo da comunicação e do estilo. Pena que eu não tenho a foto do chapéu que ela usou e que - quando a vi irradiante - me arrancou a já célebre frase "Estilo é tudo".
25 de jul. de 20203 min de leitura


a próxima então!
- A próxima crônica está ótima! - Como assim, você começa um texto falando do próximo? E todo aquele papo de viver o presente, de focar as energias no agora, afinal a próxima somente será postada no próximo sábado! Daqui a uma semana! Você parece o Aloisio que namora Ester pensando em Marina. Que come assado pensando em frito. Tem noção do mar de caminhos que se abre numa semana? - É que o assunto da próxima crônica é muito mais interessante do que o de hoje. - Uai! Então
18 de jul. de 20202 min de leitura


a kafkiana
Conheci Kafka lendo uma sentença do meu pai onde ele fazia referência a Josef K., protagonista do livro O processo . Depois passei a ouvir a expressão kafkiana com regular frequência até que não havia outra alternativa senão ler um de seus livros para entender melhor o que exatamente seria uma situação kafkiana. Um processo kafkiano. Um personagem kafkiano. Isso deve ter sido por volta de 1997 no terceiro ano de faculdade. Sem vírgula mesmo depois de 1997. Nunca saberei se
11 de jul. de 20205 min de leitura


Tudo bem, é só uma vez por ano...
- Mas se você ganhar na loteria, ou na mega-sena, o que você compraria sem pestanejar? - Listerine, respondi. De litro. Eu beberia Listerine sem engolir. A pergunta é hipotética. A minha resposta é autêntica. Qualquer pessoa poderia ter feito essa pergunta. Peguei-me com essa ideia besta depois que mudaram os frascos de Listerines coloridos de lugar no supermercado. Dei de cara com eles. Estavam todos lá: o rosinha, o verdinho e o balinha. Deles escapo com frequência mas
4 de jul. de 20204 min de leitura


esses gênios...
- É um gênio! Mas que filho da puta! Kepesh sonhou que conheceu a puta que Kafka comia. Como ele teve essa ideia? Falei em voz alta sem me dar conta e joguei o livro sobre a cama, já em direção da cozinha para fazer o café. Repeti a mesma frase por mais algumas vezes até que a cafeteira italiana fumegasse. Sempre dando muita ênfase na segunda parte, mas que filho da puta! Estava lendo o Professor do Desejo do Roth. Prevendo a inclusão numa eventual crônica, eu separei
27 de jun. de 20204 min de leitura
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