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... apenas abro as janelas do tempo e deixo o verbo falar...
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solo le pido a Dios
Nós quem? Aqueles que não se tornam indiferentes com as injustiças e se demovem de sua normalidade. Não sobrecarreguemos a Justiça Divina.
18 de out. de 20252 min de leitura


namorando. casando. educando.
Frio na barriga mesmo foi quando a porta de vidro se fechou atrás de mim saindo da maternidade; ticket do estacionamento numa mão e o bebê-conforto noutra. Sabia que passaria algumas noites sem dormir, mas achei um tanto exagerado quando a pediatra passou seu celular e nos disse até amanhã! Fato; bastou o choro escandaloso e estridente por mais de meia hora. Peguei-me debaixo da constante indagação sobre como seria ser pai. Procurava de alguma maneira uma frase que pontu
26 de set. de 20252 min de leitura


ZERO22
Exatamente o horário desta sexta que me sento a escrever. Todos já dormindo; venta brisa leve. Tenho um amigo que espera meus textos aos sábados pela manhã enquanto ele reina em suas manhãs lusitanas. Não posso falhar. Mora em Santa Maria da Feira, talvez minhas crônicas sejam um portal para o Brasil; quem sabe alguma historieta familiar lhe apareça. Pois bem Edson, não fosse essa sua mania hoje não teríamos crônica. Eu espero sinceramente que você esteja aumentando o seu
26 de mar. de 20222 min de leitura


Geraldinho no Wirso
Seguir a vida com as insanidades mundiais parece ser o caminho, Putin bombardeia a Ucrânia no exato momento em que tomávamos uma dose de campari.
12 de mar. de 20222 min de leitura


foi assim
O óbvio que precisa ser dito: não tem certo nem errado, que este seja melhor que aquele, ou vice-versa. Grave é não saber o que somos. Em algum momento da vida eu aprendi que saber como somos talvez seja mais importante do que propriamente ser; do que propriamente viver. Eu não tenho a menor qualificação filosófica para distinguir um do outro. Facilitemos: viver sem autoconhecimento é mais perigoso do que descer desavisadamente o Morro dos Prazeres em Santa Tereza.
22 de fev. de 20222 min de leitura


Cortella, e a sua mortadella?
Todos os atendentes embalam os frios no papel. Ela não. Então eu passei a pedir só para Ela, especialmente a mortadela que jamais deve ser embalada no papel comum; com o mesmo tamanho utilizado para os demais frios. De diâmetro maior, e com a umidade, ela acaba rasgando o papel e quando chego em casa invariavelmente está esgarçada e escapando da embalagem. Isso me incomoda. É apenas mais uma das minhas manias. Outro dia foi o presunto cozido que chegou esgarçado. Aí eu
22 de dez. de 20213 min de leitura


o resto é silêncio...
Sem preliminares hoje. Aqueles que leram as últimas duas crônicas querem desde logo saber o evento “simples e grandioso” que me ocorrera naquela quarta-feira. O evento. Ou melhor, ambos acontecimentos já que este último só ganhou relevância porque outro o precedeu. Hoje, ao contrário das anteriores, não tenho compromisso; nada mesmo previsto para esta sexta-feira à noite. Ela é só véspera de sábado e nada mais. Não precisarei sair para pegar as minhas filhas tampouco há botec
20 de nov. de 20212 min de leitura


cafe sospeso
Last week I watched "Cafe Sospeso", which I strongly recommend. It´s hard to say what is my favorite movie. I think it´s the same crazy question as "What is your favorite book?" So, except if the movie is not a piece of shit, I used to say: “The better is the last one”. The right question might be which movie could you watch again. It is an old one called Dead Poets Society. Ah, Forrest Gump and Castaway. Do you want to know the meaning of “sospeso” and how it works? It's q
7 de nov. de 20212 min de leitura


alho, muito alho
Escrevo de Helsinki. Ao menos é o que o céu cinza e obscuro de agora me permite viajar para lá daqui mesmo de São Paulo. Sim, basta que eu não compare as construções e os índices de criminalidade. Demos uma pausa, Olívia e eu, na série deadwind , que se passa na Finlândia. De lá, por ora, conheço só a vodca mesmo. As séries nórdicas me agradam; no mais das vezes assassinatos misteriosos que, nos parece, ocupam toda a força policial e há sempre um detetive que não dorme enq
24 de out. de 20212 min de leitura


a vida dura em Venâncios
Voltamos para a terra dos Venâncios, Gonçalves; no rancho de sempre chamado vida dura. Pouco antes de Paraisópolis, numa lombada, vi lindos cachos de uva que desconfiava não fossem da região. Parei. Papo vai, papo vem, vinte reais o quilo; são de Petrolina. Um grupo de dez paranaenses compra um caminhão numa carga que dura quatro dias e distribuem pela região. Quatro reais e cinquenta o quilo com o frete já incluído. Somos um Brasil de oportunidades mesmo. Sim, é lucrativ
11 de out. de 20212 min de leitura


a higher call
Depois de Unbroken , de Laura Hillenbrand, leio meu segundo livro de histórias sobre a segunda guerra mundial, A Higher Call , de Adam Makos, que conta o embate aéreo entre dois pilotos, Charlie Brown e Franza Stigle, americano e alemão respectivamente, no final de 1943. É infinita a quantidade de livros sobre a segunda guerra. De filmes e séries também. O último que assisti na Netflix foi The defeated. Enquanto escrevia Hannah, meu primeiro livro, que narra o drama e a vi
25 de set. de 20213 min de leitura


Casei...
com um comunista é menos empolgante do que Pastoral Americana, ambos do Philip Roth, vai esquentar lá pela página 284 quando o jovem Nathan está sendo recrutado por O´Day. Após uma incursão psicológica pelos dormitórios dos comunistas, vai distribuir panfletos aos operários durante as trocas de turnos nas fábricas; chega a dizer ao seu pai: Sou comunista! Convicção que não dura cinco páginas. É genial como o livro narra o ideal comunista no pós-guerra e a perseguição (as li
18 de set. de 20213 min de leitura


paraíso perdido
Este é o nome da terceira parte de pastoral americana de Philip Roth, o primeiro de uma trilogia informalmente criada pelos críticos onde o autor questiona o American Dream e o American Way Of Life, a partir da década de 50 com a guerra fria. Casei-me com um comunista e a Marca humana a completam. Não terei tempo de terminar o livro antes da crônica desta semana. O Sueco, personagem (o sonho americano), acaba de conversar com Jerry por telefone, seu irmão, depois de encon
11 de set. de 20213 min de leitura


à beira da estrada
Estou há alguns minutos aqui vendo o cursor piscar. Durante a semana geralmente algo acontece que me vem o estalo criativo e que prescinde de maiores divagações para começar a escrever; basta o estalo. Prescinde exatamente não é a expressão adequada para crônicas. Certo seria usar dispensa. O desta semana, porém, envolve um descontentamento da minha filha mais velha a caminho da adolescência que, crescendo, percebe que uma de suas características pessoais poderia ser difere
28 de ago. de 20213 min de leitura


Max e Moritz
Repentinamente parei de escrever as crônicas, como vocês sequer perceberam. Vejam o paradoxo: eu mesmo cansei delas. Chegou uma sexta e pensei: não escrevi a de amanhã. Na seguinte: não escrevi a de amanhã. Dessa constatação para um foda-se foi um só átimo. E aí meu amigo, depois que abre a porteira passa mesmo a boiada. Sem motivo aparente, simplesmente fiquei sem vontade. A preguiça venceu a disciplina? Pode ser. Temos que respeitar nossas limitações? Pode ser também. Mas
20 de ago. de 20212 min de leitura
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