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... apenas abro as janelas do tempo e deixo o verbo falar...
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Antes que eu me esqueça!
Originariamente postado em 31.10.2017. É a primeira crônica do blog. Antes que eu me esqueça, escrevo solto e soltas algumas notas de crônica. Saudades das manhãs de jornal impresso sujando as mãos de estudante e das emoções de Ignácio de Loyola Brandão no Estadão. A crônica se reduziu na importância e se disseminou pelos blogs e facebook, me parece. E lá vou eu fazendo a minha, dominical, na madrugada, sem licença; nem leitor ou roteiro. Numa das cenas de Mindhunter, n
25 de jun. de 20204 min de leitura


na padaria
Duas atividades me excitam. Sexo e padaria. Não, nunca fiz sexo na padaria entre fornadas de cacetinho. Da primeira, portanto, não falaremos hoje. Nada impede que você, leitor, você, leitora, de algum modo, se imagine entre farinha, manteiga e batidas de chantilly...e dê assim cores ao seu fetiche ainda não satisfeito. Dou-lhe apenas a dica de não focar só na compania mas também no quitute. Pode focar na compania que trabalha na padaria que você frequenta. Pode também ser a
20 de jun. de 20204 min de leitura


o legado do Queiroz
Philip Roth nos leva a Saul Below. Este me leva a um de seus livros chamado "O Legado de Humboldt". Passo desesperada e freneticamente a procurá-lo pelas minhas estantes. Não o vejo na primeira bisbilhotada. Suas folhas estavam gastas por três leituras no máximo. A capa é dura. Nela havia uma ponte e um homem. Um tom cinza e uma vista melancolicamente perigosa contrastando com as letras garrafais do título. Abro uma primeira vez mas não o leio. Reviro algum tempo depois o
13 de jun. de 20204 min de leitura


três mil ducados
Não pretendo nem me atrevo a indagar a razão pela qual Roth e eu nos conhecemos só agora. A prova viva de que todos os escritores são imortais para aqueles que achem os seus escritos. Eu retirei do blog todos os meus contos ligados à segunda guerra e ao pequeno Vilarejo ao Sul do Brasil e os trabalho para concluir um livro. Fui escolhido pelo Roth justamente agora.
6 de jun. de 20204 min de leitura


o método e não o todo...
É interessante ouvir os poliglotas contando como aprenderam diversos idiomas. Eu os admiro. Mais interessante ainda é perceber que não há um método único dentre eles. Praticamente todos aprenderam de um jeito diferente. Lógico que algumas dicas são praticamente consenso: aprenda errando, se exponha ao máximo, utilize um só livro ou app por vez, encontre um jeito divertido de aprender, comemore as pequenas conquistas e revise pouco mas diariamente o idioma da vez. São vári
30 de mai. de 20203 min de leitura


contra o vento
Fiz a rotatória da estrada sete vezes voltando para casa depois de ver as minhas filhas aqui na cidade vizinha. Foi nessa semana no final da tarde e começo da noite. Na segunda volta eu me levantei da moto contra o vento nem quente nem frio. Transpassava indiferentemente revolucionário. Tocava Cat Stevens, Father and Sun. Só sai da rotatória depois que a música terminou. Eu não queria voltar para casa. Dificilmente sairia de lá tão cedo; tão logo. Voltei, depois de
22 de mai. de 20202 min de leitura


ah, vá ?! Sério ?!
Saibam só o seguinte: eu não vou enlouquecer sozinho no confinamento. Vou levar meia dúzia comigo. Duas talvez. Uma reclamação inicial: parem de chamar o corona de novo. Eu nunca tinha conhecido um, se não conhecia o velho como posso conhecer o novo?! Que coisa! Fomos apresentados formalmente no final do ano passado. Não tem nada de novo porque só tem esse primeiro desgraçado que tá por aí bancando o tal. Voltando, ontem à noite eu acendi uma combinação de incenso de red ros
28 de mar. de 20202 min de leitura


scanning the situation
Dá licença um instantinho Coronavirus, não falarei de você hoje porque acredito que a galera precise sublimar. Espairecer. Transcender à sua existência. Eu também preciso que você me erre. Você já entrou para a História, não sou eu tampouco minhas reles escritas que mudarão o seu destino; a sua sorte. O teu futuro. Desde o dia 16 de março confinado, quando estive em São Paulo, hoje pela primeira vez acordei mal humorado. Irritado. Algum tempo depois, recebo o zap de uma a
28 de mar. de 20203 min de leitura


coronavibes
A gente fica doidão com ele! Lógico que eu tenho que escrever sobre ele. Desde sexta-feira 13 saindo de casa quando estritamente necessário. Hoje no final do dia fui ao mercado. Como as pessoas devem espaçar ao menos um metro estavam todas as filas naturalmente maiores; quase chegando até o final do mercado. A gente fica obcecadão com ele. Olha só. Temos o hábito de encostar e dar tapinhas nas costas. Esse hábito já me colocou em situações constrangedoras. Lembro dum prim
20 de mar. de 20202 min de leitura


outras passagens
Assim que terminei de escolher as velas coloridas no Mironga dei-me conta de que o homem que chegara esbaforido não mais estava na loja. - Escute, aquele homem que chegou aqui dizendo que sua mulher teria lhe lançado um feitiço, o que aconteceu? - Olhe, ele é de São Paulo, está aqui há dois dias, disse que a macumba teria saído desta cidade. Falei para ele ir até o terreiro que frequento aos sábados. - Entendo, você pode me passar o endereço? E assim eu saí do Mirong
14 de mar. de 20202 min de leitura


no Mironga...
Estava quase findando o dia no computador quando tirei os olhos da tela e senti o baque. Pretejou. Esverdeou. Turvou. Como se tivessem desligado a minha energia; ombros pesados e olhos semicerrados. Um instante de apagão. Sumiu e voltou. Como num piscar de olhos. Catimba. Macumba. Só pode ser trabalho. Vira e mexe é preciso fechar o corpo; não adianta. Depois disso, já na rua lembrei de comprar incenso para defumar o ambiente quando chegasse em casa. Parei no Mironga;
6 de mar. de 20202 min de leitura


Jacob Beam e os Marchetti...
Aquietou-se a noite desta sexta-feira. Alegrou-me saber hoje que a baixola, minha filha mais nova, escolheu Carla Bruni para fazer um cartaz nas aulas de música. Não pela Carla. Nem porque a ouço. Por confirmar que as músicas de viagem são memoráveis. A professora lhe pediu algo diferente; diversidade. E assim foi logo me contando a novidade. Duas coleções de músicas jamais deveriam sair de nossas cabeças: transas e viagens memoráveis. As da primeira categoria para que
28 de fev. de 20203 min de leitura


se foi
Eu não achei que fosse me esquecer do Sábado. Ele nunca foi assim mais importante do que o Domingo, eu sei. É que o Domingo já nasce nobre. Já nasce rei. Já nasce como o dia do descanso; do almoço e do retiro. O Sábado é o coringa. O Sábado mesmo é quem usamos pela conveniência e oportunidade. Pode ser feijoada ou empreitada. Devo-lhes dizer que não estou no Sábado. Estou numa sexta-feira pré-carnaval. Estou à sexta-feira. Ou, para os que eventualmente objetem o empreg
22 de fev. de 20202 min de leitura


com licença, o Sr. poderia...?
Estava no caixa de uma papelaria e uma moça me perguntou se eu era advogado. - Sim, sou. - Posso te fazer uma pergunta? - Sim. - Sabe o que é? Meu neto não vê o pai há muito tempo e vive agora com seu padrasto e minha filha. Ele queria tirar o nome do pai biológico e colocar o nome de seu padrasto. - Que idade ele tem? - Tem 17 anos. Expliquei rapidamente o que eu pensava, falei do prazo, perguntei se havia algo mais além do abandono afetivo e material, desaco
18 de jan. de 20202 min de leitura


o pau do seu Zé da Geribá!
Encostou do meu lado na barraca da praia e começamos a conversar. Seu Zé é vendedor de sorvete há mais de quarenta anos na praia de...
11 de jan. de 20203 min de leitura
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