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... apenas abro as janelas do tempo e deixo o verbo falar...
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Gabi & Rapha
Se não é um livro, é uma música. Fica complicado viver assim; ordenadamente. Estou desconfiado de que seja a segunda-feira mesmo. Passei as últimas quatro crônicas em busca do sentido da vida pela cabeça de Albert Camus, a partir de O estrangeiro. Despedi-me do tema no sábado, e já foi tarde. Tarde demais. Com a semana toda programada para cumprir normalmente a sua agenda, eis que me deparo com vocês cantando Sensível Demais, de Jorge Vercillo. Gabi & Rapha, você
há 2 dias3 min de leitura


o fim do sentido, enfim
Ticiano (Tiziano Vecellio), Sísifo (1548–1549). Museu do Prado, Madri. "Brazilian drivers are either joyous madmen or icy sadists. The confusion and anarchy of this traffic are regulated by one law: get there first, no matter what the cost". Albert Camus, 15 de julho de 1949, em visita ao Rio de Janeiro, trecho de seu diário de viagem. Já deu. Vamos acabar logo com essa pequena digressão sobre o sentido da vida pela cabeça de Albert Camus; tudo começou pela leitura de
8 de ago.2 min de leitura


o sentido da vida; o silêncio à beira-mar
"Santos - Brazil", de Diego Torres Silvestre (Flickr), sob licença CC BY 2.0 Conforme prometido na crônica anterior, sem rodeios: — Boa tarde! Silêncio. Se ele ouviu, não me respondeu. — É bom demais olhar o mar, né... Silêncio. Se ele me ouviu, manteve-se silente deliberadamente. — O Sr. mora aqui em Santos? Silêncio. Se ele me ouviu, definitivamente desejara naquele momento que fosse surdo. Nenhum meneio de cabeça, sequer um piscar de olhos. Retira, ca
1 de ago.3 min de leitura


o sentido da vida; Simba está de boa
Deu-se tudo num intervalo de sete dias, de Camus a Nelson Rodrigues. De segunda a domingo da semana passada vi-me estrangeiro em meu cotidiano que se orgulhava previsível. Não havia até então um livro em meu caminho; já numa segunda-feira. Passaram-se, na verdade, décadas de pensamentos. Ora sobre cavalinhos de carrossel, ora em loopings em carrinhos nas montanhas russas, da melodia infantil aos gritos eufóricos. Em voltas. Como o creme girando sobre a casquinha do sor
25 de jul.3 min de leitura


o sentido da vida
Qual o sentido da vida? Vocês não fazem ideia das quantas voltas dei esta semana para começar a crônica com esta pergunta e colocar esta foto do Nelson Rodrigues para a grande abertura. Como se não houvesse mais nada para fazer. Como se estivesse num retiro espiritual no Tibete com os monges budistas; tempo sobrando para só meditar e ouvir tambores espirituais evocarem o nada absoluto. O nada absurdo. Certeza que foram os incensos que trouxe de Ubatuba. Idas e vindas
18 de jul.3 min de leitura


vinde espírito santo
Domingo nublado em Ubatuba. Gosto da praia em julho, sem muvuca e aquele calor infernal do verão. Ontem provei um polvo delicioso caçado pelo Mauro na apneia. Conheci-o no jantar no apartamento do Marcelo numa noite extremamente agradável. A maioria foi de molho com camarão e polvo com tagliatelle. Decidimos mais em cima da hora e, como alérgicos a camarão, tumultuamos o jantar de modo que Mauro fez um polvo de improviso; alho e azeite. Não é fácil acertar o polvo, se bobe
12 de jul.2 min de leitura


engraulis ringens
A crônica anterior, Massao foi testemunha, foi um sucesso. A turma gosta mesmo é de novidade. Nada de IA nas minhas crônicas. Interessante mesmo foi descobrir que meu amigo Diego Senra também é tarado por anchova. Ele é chamado no grupo de amigos de Diego Google, pela variedade de assuntos que aborda com propriedade. Ele que me chamou atenção para o sabor umami do aliche. Tudo agora faz sentido, a minha obsessão por anchova enfim com uma nota técnica. Hoje ele faz um trab
3 de jul.3 min de leitura


o Massao foi testemunha
Não gostaram da última crônica que a IA colaborou. Bom, eu também não. Voltemos ao sistema tradicional. Como não há assunto para escrever, vou para o mercadão de Piracicaba comprar manjericão e grãos de mostarda para aquela caseira. O manjericão vai para o pesto. Quem sabe algo acontece que mereça uma crônica. Se entendesse de futebol poderia falar da Copa, mas meu conhecimento é tão pouco que eu não arriscaria nada nessa linha. Leiam Nelson Rodrigues. Se bem que até agor
27 de jun.3 min de leitura


quarenta, sessenta
"Vivaldi não compôs seiscentos concertos; compôs seiscentas vezes o mesmo concerto." Luigi Dallapiccola, compositor italiano. Dediquei praticamente a semana inteira a aperfeiçoar e incorporar a inteligência artificial no escritório; o início do processo. Até para lidar com ela é preciso paciência. Precisamos treiná-la como faríamos com qualquer humano. Instalei o Claude em algumas planilhas e agora tenho um assistente especialista que, não faz muito tempo, eu teria de cont
14 de jun.2 min de leitura


E se...? Depende.
Meu cliente, operadora de turismo especializada na Itália, viagens feitas na exata medida de seus sonhos, envia-me, vez ou outra, questionamentos de clientes, geralmente advogados insuportavelmente irritantes para alterar aqui e ali. Na hipótese de...Todo grupo tem um advogado. Sempre há um entre nós pronto a visualizar o caos. Como mosca, estamos em todos os churrascos. Nossa missão hercúlea e divina é antecipar riscos. Na hipótese de...E se...Melhor deixar expresso
29 de mai.3 min de leitura


Vamos ouvir Ray Conniff?
A paixão inspira; a disciplina a perpetua. Estou preocupado com esse trem de escrever crônica todo final de semana. São tantas as tentações no meio do caminho. São demais as intercorrências a nos afastar daquilo que chamamos de compromisso. Não! Vou parar por aqui. Ninguém merece uma crônica tardia de domingo nessa onda incentivacional. Era sábado o seu dia. Conversei comigo mesmo e fechamos para o dia seguinte, afinal estamos ainda no final de semana. Comentei hoje com a
24 de mai.2 min de leitura


pastel e costelinhas; entre irmãos.
Pra que servem os irmãos que nossos pais nos deram? Acordei com essa reflexão depois que nós três, os irmãos, nos encontramos ontem no Bar do Edu em São Paulo. Só nós. Colocar o papo em dia e conversar sobre o que é aleatório, o que é indispensável e o que de hilário nos vem à lembrança sobre nossos pais, de nossas vidas. Tudo na mesma família. O mesmo caldeirão que cozinha personalidades únicas. Mérito do Luiz, o mais velho. Insistiu até o ponto de fusão. A vida é es
17 de mai.2 min de leitura


-Filho, pegou o casaco?
-Filho, pegou o casaco? Essa frase é a que melhor as define. Parabéns a todas as mães pela grande jornada. Estou ligando para a minha desde manhã e ela não atende. Ela é do tipo independente, não me liga com frequência pedindo para visitá-la. Vez ou outra diz que está com saudades. Justo, educou seus filhos para o mundo. Tem uma semana agitada. Hidro, dança e netos pra lá e pra cá. Sua última viagem foi pra Patagônia. O que ela gosta mesmo é de tirar fotos conosco e dize
10 de mai.2 min de leitura


o silêncio do Padre Ruivo
Nada a ser dito. Só o que deve ser ouvido. Semana marcada pelo silêncio reflexivo substituindo palavras que verbalizam desvairada e freneticamente o bom caos em que vivemos. Diuturnamente. O silêncio é uma resposta poderosa quando o caos se nos apresenta caótico. Ouvir silenciosamente. Ouvir o silêncio absoluto da natureza. Ouvir no silêncio mágico Vivaldi. É o que faço agora, uma obra maravilhosa dele, o Padre Ruivo - como descobri depois - cujas compo
3 de mai.2 min de leitura


Vivaldi na Ponta Grossa
"O camponês festeja — dança, canta —o alívio doce da colheita concluída. Há vinho correndo solto, há risos soltos,há corpos que já não pesam. A alegria se acende no calor do Baco,e, pouco a pouco, perde o passo, tropeça,até que o prazer, já farto de si mesmo,adormece." Vivaldi Escuto Outono de Vivaldi, primeira parte; o sol nasce ao meu lado direito. Eu só pesquisei música clássica e logo ela veio. Lógico que vocês não precisam acreditar, mas o algoritimo é muito mais
25 de abr.3 min de leitura
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