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... apenas abro as janelas do tempo e deixo o verbo falar...
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o método e não o todo...
É interessante ouvir os poliglotas contando como aprenderam diversos idiomas. Eu os admiro. Mais interessante ainda é perceber que não há um método único dentre eles. Praticamente todos aprenderam de um jeito diferente. Lógico que algumas dicas são praticamente consenso: aprenda errando, se exponha ao máximo, utilize um só livro ou app por vez, encontre um jeito divertido de aprender, comemore as pequenas conquistas e revise pouco mas diariamente o idioma da vez. São vári
30 de mai. de 20203 min de leitura


contra o vento
Fiz a rotatória da estrada sete vezes voltando para casa depois de ver as minhas filhas aqui na cidade vizinha. Foi nessa semana no final da tarde e começo da noite. Na segunda volta eu me levantei da moto contra o vento nem quente nem frio. Transpassava indiferentemente revolucionário. Tocava Cat Stevens, Father and Son. Só sai da rotatória depois que a música terminou. Eu não queria voltar para casa. Dificilmente sairia de lá tão cedo; tão logo. Voltei, depois de
22 de mai. de 20202 min de leitura


a galinha, o gato e a feijoada.
Dei-me férias das crônicas durante as primeiras semanas da quarentena. A última foi publicada há mais de um mês, seguindo a ordem natural das coisas eu deveria ter escrito, lá atrás, logo no começo desta maluquice toda, sobre o sentimento das pessoas durante a quarentena. Recebi várias mensagens de sugestões após um pedido meu. Bem, bom, aí deu um trava; um tédio; um nãoseibemoquemasmeusacoestácheio e acabei não escrevendo a crônica. A maioria desses sentimentos está aqui
16 de mai. de 20203 min de leitura


ah, vá ?! Sério ?!
Saibam só o seguinte: eu não vou enlouquecer sozinho no confinamento. Vou levar meia dúzia comigo. Duas talvez. Uma reclamação inicial: parem de chamar o corona de novo. Eu nunca tinha conhecido um, se não conhecia o velho como posso conhecer o novo?! Que coisa! Fomos apresentados formalmente no final do ano passado. Não tem nada de novo porque só tem esse primeiro desgraçado que tá por aí bancando o tal. Voltando, ontem à noite eu acendi uma combinação de incenso de red ros
28 de mar. de 20202 min de leitura


scanning the situation
Dá licença um instantinho Coronavirus, não falarei de você hoje porque acredito que a galera precise sublimar. Espairecer. Transcender à sua existência. Eu também preciso que você me erre. Você já entrou para a História, não sou eu tampouco minhas reles escritas que mudarão o seu destino; a sua sorte. O teu futuro. Desde o dia 16 de março confinado, quando estive em São Paulo, hoje pela primeira vez acordei mal humorado. Irritado. Algum tempo depois, recebo o zap de uma a
28 de mar. de 20203 min de leitura


coronavibes
A gente fica doidão com ele! Lógico que eu tenho que escrever sobre ele. Desde sexta-feira 13 saindo de casa quando estritamente necessário. Hoje no final do dia fui ao mercado. Como as pessoas devem espaçar ao menos um metro estavam todas as filas naturalmente maiores; quase chegando até o final do mercado. A gente fica obcecadão com ele. Olha só. Temos o hábito de encostar e dar tapinhas nas costas. Esse hábito já me colocou em situações constrangedoras. Lembro dum prim
20 de mar. de 20202 min de leitura


outras passagens
Assim que terminei de escolher as velas coloridas no Mironga dei-me conta de que o homem que chegara esbaforido não mais estava na loja. - Escute, aquele homem que chegou aqui dizendo que sua mulher teria lhe lançado um feitiço, o que aconteceu? - Olhe, ele é de São Paulo, está aqui há dois dias, disse que a macumba teria saído desta cidade. Falei para ele ir até o terreiro que frequento aos sábados. - Entendo, você pode me passar o endereço? E assim eu saí do Mirong
14 de mar. de 20202 min de leitura


no Mironga...
Estava quase findando o dia no computador quando tirei os olhos da tela e senti o baque. Pretejou. Esverdeou. Turvou. Como se tivessem desligado a minha energia; ombros pesados e olhos semicerrados. Um instante de apagão. Sumiu e voltou. Como num piscar de olhos. Catimba. Macumba. Só pode ser trabalho. Vira e mexe é preciso fechar o corpo; não adianta. Depois disso, já na rua lembrei de comprar incenso para defumar o ambiente quando chegasse em casa. Parei no Mironga;
6 de mar. de 20202 min de leitura


Jacob Beam e os Marchetti...
Aquietou-se a noite desta sexta-feira. Alegrou-me saber hoje que a baixola, minha filha mais nova, escolheu Carla Bruni para fazer um cartaz nas aulas de música. Não pela Carla. Nem porque a ouço. Por confirmar que as músicas de viagem são memoráveis. A professora lhe pediu algo diferente; diversidade. E assim foi logo me contando a novidade. Duas coleções de músicas jamais deveriam sair de nossas cabeças: transas e viagens memoráveis. As da primeira categoria para que
28 de fev. de 20203 min de leitura


se foi
Eu não achei que fosse me esquecer do sábado. Ele nunca foi assim mais importante do que o domingo, eu sei. É que o domingo já nasce nobre. Já nasce rei. Já nasce como o dia do descanso; do almoço e do retiro. O sábado é o coringa. O sábado mesmo é quem usamos pela conveniência e oportunidade. Pode ser feijoada ou empreitada. Devo-lhes dizer que não estou no sábado. Estou numa sexta-feira pré-carnaval. Estou à sexta-feira. Ou, para os que eventualmente objetem o empreg
22 de fev. de 20202 min de leitura


São Paulo
Lembro-me de ler de pé em ônibus e metrôs. De voltar da escola com os amigos e escorregar pelas laterais das escadas rolantes antes de colocarem os pinos de antiescorrega. De deixar a mochila escorregar pelas laterais antes de colocarem os mesmos pinos. De comprar doces de ambulantes, de parar nas bancas de jornais e livrarias. De dar lugar aos mais velhos. De dormir e deixar o ponto passar. De ouvir notícias sobre o trânsito a caminho do Colégio. De pegar trânsito na ida p
2 de fev. de 20202 min de leitura


com licença, o Sr. poderia...?
Estava no caixa de uma papelaria e uma moça me perguntou se eu era advogado. - Sim, sou. - Posso te fazer uma pergunta? - Sim. - Sabe o que é? Meu neto não vê o pai há muito tempo e vive agora com seu padrasto e minha filha. Ele queria tirar o nome do pai biológico e colocar o nome de seu padrasto. - Que idade ele tem? - Tem 17 anos. Expliquei rapidamente o que eu pensava, falei do prazo, perguntei se havia algo mais além do abandono afetivo e material, desaco
18 de jan. de 20202 min de leitura


o pau do seu Zé da Geribá!
Encostou do meu lado na barraca da praia e começamos a conversar. Seu Zé é vendedor de sorvete há mais de quarenta anos na praia de Geribá, Búzios, Rio de Janeiro. -Não, o açaí não atrapalha a venda do sorvete não, tem espaço pra todo mundo. O que mais mudou foi a quantidade de sorvete que compravam e o preço. Eu encostava nas barracas e o pai saía comprando sorvete pra todo mundo sem nem perguntar o preço, oito, dez, todos repetiam! Ali mora o Sr. tal, depois o Sr. fulano
11 de jan. de 20203 min de leitura


bora Geribá!
Não me lembro se quando era pequeno estava num lugar pensando noutro. Mais precisamente numa praia pensando noutra. Estávamos na Praia de João Fernandes, Búzios, Rio de Janeiro, Brasil, e algumas crianças queriam estar na praia de Geribá. Estávamos na Praia da Tartaruga e, novamente, crianças só pensavam em Geribá. Só não pediram Geribá durante o passeio de barco pelas águas de Arraial do Cabo, nas lindas águas da Praia do Farol, nas gélidas águas do Pontal do Atalaia. Hoj
7 de jan. de 20202 min de leitura


a montanha mágica
Noutro restaurante experimentei uma pimenta ao azeite feito por um Pernambucano radicado há mais de dez anos nas montanhas verdes. A dica: dez por cento de cachaça no azeite; dedo da moça cortada grosseiramente. As montanhas além de verde são mágicas.
29 de dez. de 20192 min de leitura
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