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... apenas abro as janelas do tempo e deixo o verbo falar...
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nosso universo cultural
Não perco a oportunidade de dizer para minhas filhas que elas não são o centro do Universo. A criança vai crescendo e percebe que alguns limites vão surgindo. Senão dos pais, da vida, das vicissitudes, do trabalho ou das ruas. Eis que fui para reunião e encontro cultural na escola da mais nova. Chegamos cedo. Andamos para matar o tempo. Sentamos para matar o tempo. Ao longe ouço uma mãe perguntando para a filha se ela estava com a blusa. "Mãe, você que ficou de pegar!". Ásp
14 de mai. de 20192 min de leitura


mãe, pode ler esta
-Mãe, você está lendo minhas crônicas? - Filho, muito palavrão! -Quer dizer que você não lê porque tem muito palavrão ou lê mas não...
3 de mai. de 20192 min de leitura


Freud doidão!
Parei de falar e ela quieta. Aí eu achei que deveria falar mais um pouco. Falei um pouco mais de como eu sou, de meus pais e algumas conclusões que tinha da minha infância. Aí ela me pediu para falar um pouco mais sobre a relação com meu pai. E eu falei. Falei. Falei. Parei de falar e ela quieta. Aí eu olhei pra ela. Ela olhou pra mim. Eu levantei as sobrancelhas e ela olhando pra mim. Tá de brincadeira ?! - pensei. Pedi um copo d´água. Tomei. Sentei novamente e ela não f
27 de abr. de 20192 min de leitura


fica em paz
Pra começar a conversa não é fica em paz. É fique em paz. A conjugação é no imperativo. E aí já começa a malandragem dessa expressão. Dita assim corretamente soaria curiosa e imperativamente uma ordem, poderia não cair bem. Aí o cidadão que a inventou tira do imperativo para ficar mais suave. Já não parece uma ordem. Já não parece grosseria. É o jeitinho brasileiro. Nenhuma outra expressão é mais sorrateira que essa. Quem te deseja paz à primeira impressão quer o teu bem,
19 de abr. de 20192 min de leitura


a senhora baforenta
Costfoto / Barcroft Media via Getty Quando abri a gaveta eu me lembrei da senhora baforenta. Difícil. Ela marcou um estágio que tive; era a advogada a quem estava formal e academicamente submetido. Senhora baforenta não é um termo politicamente correto. Eu sei. Deixem-me ao menos expressar-me pelo vocábulo bruto; ao menos hoje. Pela expressão como ela me chegou às têmporas. Poderia logicamente chamá-la de idosa de hálitos suspeitos. Não seria eu mesmo que vos escrev
13 de abr. de 20192 min de leitura


100 anos
100 anos. 100 dias. 100 palavras. Quando escrevo contos são as primeiras palavras que mais me dão trabalho. A primeira frase. Esses minutos que devem prender a atenção do leitor. Por isso na introdução do blog eu coloquei a frase inicial de Metamorfose de Franz Kafka. "Numa manhã, ao despertar de sonhos intranquilos, Gregório Samsa encontrou-se metamorfoseado num gigante inseto". Considerando o meu cansaço nesta sexta-feira, em vez de escrever frases iniciais de clássi
6 de abr. de 20192 min de leitura


as pombas do Lester
Penso em escrever sobre: Afonso Padilha, traumas psicológicos, o filme Estrada Sem Lei, de como eu canso de mim mesmo algumas vezes na vida. Quase desenrolo um texto sobre os miseráveis. Não o clássico. Os miseráveis ricos que conheci ao longo da vida. A arte de ser miserável. Desligo o filme. Coloco o show do The Lumineers. Paro. Arrumo a cozinha. Lembro das minhas filhas que estão no México. Torço para que elas tragam uma caveira que celebra a vida: la muerte. Cans
29 de mar. de 20192 min de leitura


matei a psiquiatra.
Adoro ouvir conversa alheia em local público. Não nego. De repente me dei conta que são poucas as que vem parar aqui. Eu costumava me intrometer com maior frequência. Hoje, nem tanto. A coisa tá meio tensa. Um comentário desajeitado já faísca uma discussão. Outro dia deixei cair minha necessaire sobre o colo de uma mulher. Pedi desculpas. E emendei: ainda bem que não é de mulher. Ela respondeu na lata: as desculpas eu aceito mas não gostei do comentário sobre o fato de
23 de mar. de 20192 min de leitura


ovos e batatas
-Papai, deixe que eu levo os ovos. -Hum...melhor não. Você já tem a mochila e as duas sacolas. Terei que levar as sacolas do mercado. Depois eu volto para pegar a caixa. Ao menos os ovos voltarão inteiros . Achei uma senhora cuja irmã veterinária os traz das frescas galinhas da Fazenda onde trabalha; em Descalvado. Os dessa caixa as tais teriam botado no dia anterior. E venho percebendo - em tese a confirmar - que os ovos frescos, além de cheirosos, tem as gemas mais resi
16 de mar. de 20192 min de leitura


mulher bonita o caralho
Amanhã completa uma semana que estou no Rio de Janeiro. Devo vir toda semana por alguns meses a trabalho. Aproveito; visito familiares e amigos. Reclamo do calor e da bagunça; o Estado local é uma lástima e ineficiente. Pesado. Lerdo. Largado. Tungado. Deixem-me liberar um pouco do ácido letárgico que a todos nos habita. Já recebo críticas. Sinto-me um pracinha ao dominar o Monte Castelo. Quando começamos a receber críticas a primeira e lógica conclusão é que estamos sendo
1 de mar. de 20193 min de leitura


nosso leite de todo dia
Acabou essa palhaçada! Lógico que o Universo sempre esteve ao meu lado, juntinhos, eu e ele, ele e eu, mas abusar da sorte cósmica já é demandar por conceitos desconhecidos e empiricamente não testados. Prof. Marcel Camargo favor utilizar esta última oração em suas aulas porque ficou estupendamente enfática ao transitar indiretamente o verbo demandar. Vou destacá-la para que facilite o teu trabalho. Assim, voltando, escrevo numa quarta-feira, com dois dias de vantagem sobre
23 de fev. de 20192 min de leitura


esse Jefferson...
Tudo se acalmou; o incenso e a meia-luz se acenderam. Tudo sempre se acalma nalguma hora do dia, da semana ou da vida. Pizza nos acalma...quando chega no tempo da fome. Demorou uma hora e dez para entregarem a pizza. Lógico que o refrigerante veio errado. Foi a chuva. Moto derrapa na chuva. A pizzaria derrapa na entrega. Eu derrapo no meu bom humor. Só depois que tudo se acalmou. Que semana corrida! É preciso mudar esse perverso hábito que vem se formando de escrever a crô
15 de fev. de 20192 min de leitura


Guia (pronuncie o "u") e outras divagações mal humoradas...
Sabe, é preciso ginga para ser escritor. É preciso jogo de cintura. Esses dias a Dani me perguntou numa quinta se eu não estava preocupado para escrever a crônica que seria postada no sábado. Respondi que a crônica seria escrita. A ideia viria. O texto sairia. Eu meio que aprendi que essa convicção me bastaria. Eu gostaria que o Brasil tivesse a mesma convicção de que seus filhos não mais morreriam pela negligência nas barragens, nos contêineres e redutos que serão explota
9 de fev. de 20192 min de leitura


no vento, na água, no youtube.
Bom dia! Que calor! Que foda tudo congelado em Chicago, wind city! Chicago é do caralho! É muito mais que Al caponte, é Buddy Guy, é tomar uma no Bub City, correr na beira do lago e até dar um rolê de barco pela cidade; mas não queria voltar lá com esse frio. Não ainda. Só pra deixar consignado que o tempo manda no homem; não o contrário. Olha só, estão avisando...alguém está nos avisando. É melhor montar a base logo em Marte que aqui o trem tá doido. Mas o tema não é este
2 de fev. de 20193 min de leitura


por aí
Na ducha no final do dia eu pensava no assunto da crônica. Nada além de água sobre a cabeça. É difícil criar estressado, depois de um dia de prazos, de problemas, de trabalho. Não há trabalho sem stress. Se não houver stress é diversão; não trabalho. Nunca vi problema no stress; o que te complica é quando ele se torna insano; sem pausas. Quando ele te pega na trepada; no filme; no sábado com a família. E não larga mais. Na verdade o que te fode é o orgulho que você tem de d
26 de jan. de 20192 min de leitura
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