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... apenas abro as janelas do tempo e deixo o verbo falar...
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bem que eu te vi Cabral.
Sento-me na mesma mesa onde um ano antes terminei de escrever meu livro sobre Shopping Center. Desta vez minhas filhas brincam ao lado e o texto é literário; solto, não técnico. O tempo também é outro, todos os ventos na verdade se juntaram para me tornar outro; outra pessoa, noutro tempo. Tempos, templos, temperos e tempestades que visitamos na existência. Estamos em temporada de férias; o clima é úmido e o vento disfarça a leseira baiana; a brisa brisando em Arraial d´
17 de fev. de 20185 min de leitura


sleep on the floor
No intervalo entre trabalhos, no recesso do stress, das controvérsias, brigas e ressentimentos, de dívidas que são cobradas, contratos que são descumpridos, direitos que são vilipendiados, casais que se desentendem, enquanto tarefas outras vão sendo feitas ao som de The Lumineers. Detenho-me na música que abre um show deles na KEXP, de julho de 2016. Leia ao som de Sleep On The Floor. Esta crônica será de extremos. A música será a sua experiência agradável, o texto será o
10 de fev. de 20184 min de leitura


a velhinha maluca
Já se vão lá alguns anos que os bancos da Faculdade se distanciaram dos meus assentos. Alguns muitos anos; é preciso olhar para o tempo de frente. Não sei se vocês perceberam, mas o tempo é o vento. Vou repetir porque às vezes até mesmo eu duvido da minha genialidade. O tempo é o vento. O tempo nunca foi um conceito abstrato; etéreo. Esse brocardo idiota que o homem covarde solta de que não viu o tempo passar; uma baboseira sem tamanho. Ele, o tempo, se transformou em ven
3 de fev. de 20183 min de leitura


a matança
Esse sujeito aí em cima se chama Jimmy London, é um cara que não gosta de ninguém, sua mulher já roubou seu caminhão porque não o aguentava mais e ele é sócio do clube dos canalhas. Vive bêbado e não pensa duas vezes pra meter o pé na porta e dar soco na cara. Com esse visual ele se passaria facilmente por um Viking ou ainda por um bandeirante paulista desbravando o interior de São Paulo, eliminando ou escravizando índios Tupis para abrir as picadas. Eis que as estradas hoj
27 de jan. de 20183 min de leitura


o tapete
Não, não é o tapete voador para te transportar para a praia de areias perdidas ou para as brisas da montanha mágica; não. É um tapete de porta mesmo; capacho. Diz-se que alguém é capacho de outro quando este outro pisa nesse alguém. Primeiro surgiu o capacho dos pés, depois o capacho homem. Está sempre assim o homem a transformar as coisas brutalmente. Eu cheguei em casa e meu capacho estava enrolado como um charuto, ao avesso. Encostado na porta e enrolado. Alguém não gost
20 de jan. de 20183 min de leitura


Ela
Redes sociais mostram como aprendemos a gostar de falar de nós mesmos na terceira pessoa. Há homens; mas as mulheres em disparada se utilizam mais desse estratagema linguístico. Esse rápido distanciamento, a alocação da primeira para a terceira pessoa, tem o efeito imediato de afastar o egocentrismo, criando simpatia entre o leitor e o escritor. Ela e não eu. Ele e não eu. Alguns exemplos imaginários de perfis diversos e fictícios: “Ela é livre para viver, ama os pássaro
13 de jan. de 20183 min de leitura


Deus.
Previously em “Antes que eu me esqueça” uma janela numa manhã cinzenta dum domingo qualquer guiou-me para orações católicas, filas e o...
6 de jan. de 20184 min de leitura


O cinza de 2017.
Escrevo esta de São Paulo, numa manhã cinza de domingo; tipicamente paulistana. Céu nublado e minha vista da janela são prédios com doze árvores postas numa faixa que termina com a igreja. O azul atrás da cruz e do sino da igreja é de uma torre envidraçada e não do céu. Há um caminho verde para o templo de Jesus Cristo e um caminho cinza para os firmamentos; onde dizem ele subiu para sentar-se à direita de Deus. Filho de professores que sou a minha educação e dos meus irmão
30 de dez. de 20173 min de leitura


18/06/1908
Em toda cidade há um restaurante, lanchonete ou botequim que turistas só chegam pelos locais; estes vão pela qualidade da comida, da iguaria, ou do atendimento personalizado. Geralmente são locais honestos e que não primam pela aparência. O turista sozinho não vai. O fresco ouve falar mas não se arrisca. São três irmãos. O pai japonês, com ano e meio, veio de Kasato Maru para Presidente Prudente. Kasato Maru é o navio, não a cidade. Chegaram e foram direto para o campo, ma
23 de dez. de 20173 min de leitura


Ithaca, USA.
Não se pesquisa sobre o assunto da crônica. Não se posta diante da tela até que venha a ideia principal. Ela nasce. Ela vem. Desperta como um fantasma no meio da noite, uma brisa de vento inesperada. Uma conversa, uma foto; um agridoce qualquer. A única coisa que faço é identificar que ali tem uma crônica. Várias ideias vêm e vão até que como ouro ao final da peneirada temos uma pedra bruta; a virar aliança ou crucifixo. Ela parte do cotidiano. Tem traços ligeiramente
16 de dez. de 20173 min de leitura


O Amarelo
Durante alguns meses nosso universo se tornou amarelo. Eu particularmente não poderia imaginar que, em tempos de celular, uma máquina fotográfica pudesse se tornar algo tão atrativo. No final do dia nos juntávamos para ver as fotos tiradas. A exposição Os Americanos, Robert Frank, no IMS em São Paulo contou muito; ali elas entraram no universo da fotografia penso eu. Eu comprei a máquina para mim; para ilustrar os posts das crônicas. Logo a perdi; logo contei a elas que esta
14 de dez. de 20172 min de leitura


de 2003
Sexta-feira passada. Av. Paulista. Logo após o frescor da manhã, perto do meio-dia. Estava quente, não muito. A brisa amainava..... Não chegava a “rachar as catedrais” como dizia Nelson Rodrigues. Passo por uma das infinitas bancas de jornal e observo um ligeiro alvoroço. Dez pessoas entretidas com 6 manchetes garrafais. Ou quase isso. Alguns iam se interessando pela notícia, aproximando-se e, sem perceber, empurrando os da frente, que iam cadencialmente afastando-se para os
9 de dez. de 20172 min de leitura


EGB lança a Evil Garage Bar Library
Sim, uma biblioteca num bar? Inusitado? Talvez, mas nós gostamos, por isso fizemos com a ajuda de nosso amigo Camacho, que escreveu o texto abaixo para o lançamento da mesma! Dia 07 começa! Biblioteca num bar? Por que não? Antes que eu me esqueça; Evil library bar. Extra! Extra! Tomemos esta como uma edição extra, postada dias antes em que algumas dezenas de livros da minha biblioteca passam para as estantes do Evil Garage Bar. Você vem pra cá, pega o livro e anota a data
4 de dez. de 20173 min de leitura


...um shot!
Antes que eu me esqueça; um shot. Dia desses conheci uma jovem maravilhosa, já falo dela. Houve um tempo em que somente as pessoas que poderiam me trazer algum benefício ou que pudesse me acrescentar algo me atraíam. Não estava interessado nelas - óbvio - mas em mim. Afastava-me dos chucros e dos miseráveis; da gentalha. A compaixão só nasce com os santos, os homens só a praticam depois que precisaram dela. O egoísmo nos mostra sua face mais perversa em algum momento da
2 de dez. de 20173 min de leitura


a morte
Gostaria de lembrá-lo nesta manhã de sábado que você vai morrer. Não se sabe como, nem quando. Um câncer, um acidente, dormindo ou acordado. Talvez um ataque cardíaco. Não, não estou com fixação pela morte, tampouco crise de idade já que a vida começa aos quarenta. Na casa da minha avó materna, onde passei muito tempo da minha infância, havia um pedaço roliço de madeira escrito a vida começa aos quarenta. Ficava sobre a mesa da sala. Sou capaz de fotografá-lo com a minha le
25 de nov. de 20173 min de leitura
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