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... apenas abro as janelas do tempo e deixo o verbo falar...
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Há um tipo especial de bom dia que me irrita. Aquele que não te espera responder. Cedo, dia recém raiado, você acordando sobre a esteira e um livro. Entra a cinquentona, bom dia em alto e em brado bom som. E antes de entender de onde vem, sai outro, mais alto, mais agudo, mais intrinsecamente seguro que o anterior. Intrinsecamente aí é inapropriado. Foi. Quem acorda assim, no gás, acha que tá todo mundo na mesma. Eu estava decidindo se lia, corria ou acordava. Não só eu n
4 de ago. de 20183 min de leitura


o agente secreto das Minas
Enquanto se acalma o dia e a pimenta vira geléia, em cima da hora, escrevo a crônica do próximo sábado. Dá um trabalho do cão escrever...
28 de jul. de 20183 min de leitura


kombucha
Não é uma cidade Vietnamita ou Tailandesa. Kombucha é uma bebida viva. Fermentada a partir do chá. Tomei. Diferente. Bom pra ressaca. Mas a descoberta do nome foi o melhor. Já há algum tempinho precisava ajustar meia dúzia de hábitos nem tão saudáveis. Como a sedutora vida bacon of life ! Amanhã. Depois. Preguiça de retomar uma rotina puxada de exercícios que eu tinha. Tinha. Kombuchá, acentuei por conta, e é o nome da minha revolução interior. É nome de operação militar
21 de jul. de 20182 min de leitura


o boi falou!
Ontem foi publicada Zurique; ontem foi sábado. Hoje é domingo e até aqui eu tomei o teu tempo para falar absolutamente nada. Foram de dez a quinze segundos de sua vida desperdiçados com absolutamente nada de relevante. Nada de interessante. São três linhas que não transformarão a sua vida, não te darão idéias nem revelações sobre a sua existência; muito menos alguns dólares a mais em sua conta corrente. Se você somar os dez a quinze segundos iniciais com estes mais que aca
14 de jul. de 20183 min de leitura


...poxa Brandão!
Brandão, dá um tempo! É você, o Ignácio. O Loyola, o Brandão! Que se entregava às sessões de cinema nas tardes de Araraquara. O bom de ser cronista desconhecido é que eu posso puxar a tua orelha e você não saberá nunca, posso reclamar à vontade que, estatisticamente, a chance de você me ler é remotíssima. Já não me bastassem trabalho, família e as coisas do cotidiano, fui me meter nessa encrenca que é escrever crônica. Culpa tua. Primeiro eu lia as tuas no Estadão e depoi
7 de jul. de 20183 min de leitura


pra comer rezando...
Desde o início de Antes que eu me esqueça venho convidando conhecidos, colegas e amigos a postarem escritos. Poesia. Fotografia. Crônicas. Fiquei surpreso com a quantidade de pessoas que escreve, a maioria seguida da observação mas não sei se é bom. Há muitos escritores por aí. José Saramago se tornou um aos quarenta anos. Decidiu se afastar da Conservadoria (se minha memória não me trai) e a escrever de forma séria. Escrever de forma séria leia-se viver de literatura; profi
4 de jul. de 20182 min de leitura


...é pra lá que eu vou.
Vou me mudar para o mundo da fantasia. Um mês. Não mais do que isso. Eu volto. Devo voltar. Ando avesso. O povo brasileiro, os clientes choramingões e a crise política na Itália; na Espanha. Há um tédio intrínseco nesta cidadela; onde A. J. Cronin começaria um de seus romances modernos narrando a difícil trajetória de um ativista disposto a mudar uma sociedade corrupta. Vou me mudar para o mundo mágico; não de repente. Tomo os patins de Fred Astaire emprestados e d
30 de jun. de 20183 min de leitura


Zurique, Zürich, Zurigo.
- Zurique tem previsão de pólen. - Que doido! Pra que serve? Pra nada, pra saber que eu vou me complicar, ele respondeu. E caímos na gargalhada. Eu e o Libanori. Amigo aparece na vida da gente. É a empatia e não só o tempo que forja a amizade. Brasileiro. Gente boa. De berço. Não pelo dinheiro não; pelos valores. Anda raro encontrar quem vive e não banca a vida. Químico pesquisador morando lá há sete anos. Adaptou-se bem, já não fica sem o bom queijo e o bom chocol
23 de jun. de 20182 min de leitura


De Berlim a Elda.
A minha obsessão veio comigo do Brasil. Cheguei na Itália ciente de que a tentação seria conhecer inúmeras cidades, monumentos, pastas e vinhos; exasperadamente. Afinal, o que é conhecer uma cidade, um país? Não vou encarar essa aqui e agora. Optei por viajar somente nos finais de semana e feriados, levando uma vida próxima de um cidadão italiano durante a semana, entre expressos e Spritz. Participei de um concurso local de fotografia, das comemorações da Liberazione e d
16 de jun. de 20183 min de leitura


Milano a Livorno
Estava eu a adentrar ao tema quando me dei conta do entorno. Uma taça de vinho tinto, pão, azeite, robiola e `nduja di spilinga. Não vou falar dos queijos porque é só uma crônica e não um blog de culinária. Robiola eu descobri quando percebi um rapaz entrando com pressa no mercado, com pouco itens na cesta, e foi direto comprar Robiola . Essa determinação pelo item me chamou atenção. Comprei para experimentar. `nduja di splinga tem um nome muito louco. Veio como tempero
9 de jun. de 20184 min de leitura


Prima che dimentico, Bella Ciao!
A História encontra a história de cada homem. Quiseram ambas que estivesse aqui na Itália no dia da Liberazione, feriado nacional em que se comemora a liberação da Itália do regime nazifascista. Um partigiano foi o combatente italiano contra o regime nazifascista; um resistente civil. Depois do almoço saí ouvindo Bella Ciao no fone de ouvido. A música ficou famosa na série La casa de Papel , aliás na melhor cena de todas em que o Prof. e Berlim a cantam juntos. Não tem auto
2 de jun. de 20183 min de leitura


C'è un'Italia dentro di me.
Às nove badaladas do sino os goles de Montalcino se encarregavam ainda de dissipar a infusão que é chegar na Itália pela primeira vez. De Milão vim direto para Brescia, ainda ao Norte, ainda na Lombardia; onde escrevo. A estrada mostra um país moderno, apagaram-se os traços das cinzas e do sangue do solo. Chego na cidade. Colinas, a formação típica de ruelas, os monumentos antigos, as bicicletas e as lambretas desenham rapidamente uma típica cidade Italiana. Vielas e sacad
26 de mai. de 20183 min de leitura


JFK
Há tempo de plantar e tempo de colher. Tempo de voar e de tempo de ficar. Tempo de ler e tempo de escrever. Secas e cheias. ...
19 de mai. de 20183 min de leitura


- caldinho de Sururu?
Praia de Carneiros, Recife, Brasil, abril de 2018. Felipe e Renan descem logo pela manhã de barco, saídos de Rio Formoso, a cidade, pelo Rio Formoso, o rio, com seu barco puxando uma jangada. Espetinhos. Caldinhos do chef João: feijão e sururu. Skol e Itaipava a R$ 5.00. Três por R$ 12,00. Uma hora depois chegam na Praia de Guadalupe e ali param, proprietário deixou que ficássemos, só limpar tudo. Na outra margem já é Praia de Carneiros. Chegamos de barco, e logo vêm as moça
12 de mai. de 20183 min de leitura


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LollaPalooza, março de 2018. Alguns metros depois de passar pelo portão, do topo, vê-se uma multidão chegando aos palcos, descendo por...
5 de mai. de 20183 min de leitura
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