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... apenas abro as janelas do tempo e deixo o verbo falar...
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Antes que nos esqueçamos do Paraíso...
Hesitei. E, vacilante, escrevo. Hoje não me é possível escrever firme e resoluto. Quando decidi escrever crônicas fechei comigo que não queria falar mal de ninguém, que não seria instrumento de ódio ou críticas desnecessárias. O lado bom da vida. Mais da vida do que da morte. Mais o bem do que do mal. Reflexões cotidianas enquanto eu vivia. Mas nesta vida em que vivemos também vive a morte; as tragédias: quando algo inesperado e súbito inverte o caminho natural da vida. C
8 de dez. de 20183 min de leitura


para revisão
Quando o blog completou um ano decidi renovar contrato por mais um ano, ou seja até vinte de outubro de 2019. Mas é agora ao final do ano calendário que torno pública uma reflexão. As crônicas perderam força; muita força, engajamento para usar uma palavra atual. As redes sociais ocuparam o seu espaço. São mais radiantes. Ler sobre aspectos pessoais do cotidiano se tornou entediante diante de fotos e comentários instantâneos. Dois fatores me animaram a prosseguir. Através d
1 de dez. de 20182 min de leitura


a cadeira e o dentista
Reparem que eu não escrevi a cadeira do dentista. São duas coisas distintas. Uma é a cadeira e outra o dentista. Embora hoje as suas cadeiras sejam confortáveis e os dispositivos de cusparada estejam quase abolidos. Sempre foi nojento cuspir aquela baba toda para o lado. Quando você errava então... Mesmo com o papel amarrado sob o queixo e preso na roupa com um pequeno grampo. Babador foi o nome dado a essa gambiarra. Hoje o canudinho chupa toda a baba. Suga até catarro se vo
24 de nov. de 20182 min de leitura


...como eu poderia saber...?!
Como? Como eu poderia saber quando meu pai morreria, minhas filhas nasceriam e que a receita de pão falharia? Como? Que a minha vista seria de prédios e de montanhas, que o Morro Azul da adolescência sempre foi verde. Que eu jamais veria minha coleção de Comandos em Ação novamente e que a bola da infância, verde, branca e furada, sumiria depois de tanto rolar. Como? Que depois de jogar futebol, de quadra, de campo, de areia, eu jamais me machucaria e nunca seria
17 de nov. de 20182 min de leitura


azeda mesmo
Deixei o grupo do zap porque um de meus amigos me disse que eu já tinha causado muita confusão. Não deixei tipo você foi removido. Vim para cá para o blog e o silenciei por um tempo. Política foi o estopim. Nunca discutimos tanta política nesse grupo. Fazia tempo que o Brasil não discutia sobre Política com tanta empolgação, com tanto engajamento. Até o cidadão que já tem green card meteu o nariz e o manteve durante todas as eleições. Esses grupos de zap são o ambiente i
9 de nov. de 20182 min de leitura


o vazamento
Querem conhecer alguém verdadeiramente? Deem a elas um vazamento. De água, de gás ou de informação, não importa. Basta observar como a pessoa se comporta diante de um vazamento e você saberá absolutamente tudo o que precisa. Tudo! Se a pessoa surta, se ela mete a marreta, quem ela chama, se ela chora. Se paralisa ou racionaliza. Quanto tempo ela leva para resolver. Um vazamento não é brincadeira. Ele nasce, já na origem, com um problema muito sério: onde? Exatamente o
3 de nov. de 20182 min de leitura


a caixa preta
Olhei pela fresta da minha caixa de correios e pude ver o recado da portaria: uma caixa preta. Não é propriamente uma caixa dos Correios; de e para os Correios. A encomenda chega na portaria e aí te avisam que algo chegou pra você. Haja paciência !! Admito morrer de inveja das casas que têm uma caixinha dos Correios, daquelas que você escolhe o formato e muda a seta pra dizer que algo chegou. Ou quando toca a campainha e você recebe a encomenda direto dos Correios, do transpo
27 de out. de 20183 min de leitura
Banalização, de Rui Trancoso.
No balcão do Evil Garage Bar conheci Rui Trancoso, jornalista, escritor de tarimba e conversa fácil. Logo falamos de literatura e do blog. Com muita satisfação, e de depois de uma boa dose de minha insistência irritante, recebo o conto dele para que eu jamais me esqueça...Obrigado Rui pela honra! BANALIZAÇÃO "O jantar transcorria, como sempre, num quase silêncio sepulcral, quebrado pela TV, que encarapitada junto ao micro-ondas, jorrava imagens e vozes aos borbotões. Tudo m
25 de out. de 20184 min de leitura


um ano depois
Comecei a postar crônicas no Facebook, duas na verdade, logo depois que escrevi sobre um encontro com Luisa Parnes na ponte aérea. Repare Luisa que dou seu nome por conhecido. Nem falei de seus feitos. Logo meu irmão e a Dea sugeriram um blog. Pesquisei. Muitos por aí. Conversei com alguns e percebi que, como quase tudo na vida, é o tempo que confere credibilidade ao blog. Seria preciso escrever. Escrever e escrever. Escrever até que as pessoas se acostumassem. Se identificas
20 de out. de 20185 min de leitura


a paleta de hoje
Não se recomenda iniciar uma crônica, um texto, um conto ou um livro sem ter uma noção da estrutura, da ideia essencial, da mensagem afinal que se quer passar. A tão banalizada opinião, o tão vulgar tesão da criação. Uai, a escrita nada mais é do que o veículo de uma mensagem, de um sussurro ou de um grito: um trampolim que nos eleva nas criações para que depois a gravidade nos lance de novo ao mesmo patamar; ou ainda mais debaixo dele. A treta surge quando você quer ou pr
13 de out. de 20182 min de leitura


a rebelião!
Às vésperas das eleições é natural meu amigo e minha amiga que vocês pensem que a rebelião referida seja política. Estamos mesmo é precisando de uma revolta comportamental, uma mudança drástica de como nós brasileiros lidamos com a política, com os nossos representantes nessa incipiente e trôpega Democracia. Rezo e faço a minha parte para que rapidamente passemos de uma fase a outra, de um estado de letargia e tolerância com a corrupção para o envolvimento e dedetização das
6 de out. de 20182 min de leitura


mindsetse
Meu amigo, minha amiga: mindsetese. Não lembro o filósofo a afirmar que viver é reduzir o desprazer. O desconforto. Guga aí. Os peixes e steaks para reduzir a sensação de fome. O sono para acomodar o cansaço. O sexo para ver estrelas. O amor para nos sentirmos plenos. O fogo, o cobertor e a conchinha para afastar o frio agonizante. O conhecimento para acalentar a sofrência da ignorância. Acordamos e dormimos buscando a maximização dos prazeres. E, vivendo, nos apa
29 de set. de 20182 min de leitura


os peitos da adolescência
O título original não era esse. Eu o adaptei. Logo mais, daqui um mês, o blog completará um ano. Sem revisor, nem censor, nem ninguém que as lesse antes de mim mesmo, meu bom senso e minha consciência foram as pilastras daquilo que seria conveniente escrever sem tergiversar com a minha liberdade de expressão. Mantendo a franqueza com que me dispus a escrever. Achei que o anterior seria politicamente incorreto; que pudesse ser mal interpretado pelas mulheres. Ando abusado, e
22 de set. de 20182 min de leitura


o Genghis Khan di Parma...
Escrever de véspera não é tão ruim. Ao cabo e ao fim de uma semana corrida, recolho-me calmamente para escrever. As crônicas andam ficando para segundo plano ultimamente. O stress é hábil em tolher o nosso lado criativo. Nada como o compromisso próprio para me lembrar que até o hobby nos aperrenha. Atenção leitor, essa palavra que escrevi há pouco, aperrenha, ela não existe. Tenho a impressão contudo que você me entendeu. O Roberto Leal se candidatou. O Tiririca, o palhaç
15 de set. de 20183 min de leitura


a minha garagem do Diabo...
Há algumas verdades pelos ares que se tornaram verdades só pelos ares. Ares, mares, um mundo estelar que nos chega de longe e de repente nos vemos repetindo sem pensar muito. Sem refletir demais. E assim se tornam oxigênio. Por sobrevivência, a todo dia, a todo instante. Verdades que se postam e se arrastam até que dá preguiça de refutá-las. Não estamos mesmo, nunca, preparados para a morte? A minha avó me disse que não tinha medo de morrer, eu entreguei na mão de Deus, E
8 de set. de 20183 min de leitura
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